Primeira parte da fala de Avaladur.
Havia o continente, chamado de Moreahnon e havia também o oceano chamado de Belmar. Belmar, usando todo o seu poder, criou um ser dotado de grande poder e sabedoria, chamado Sepyos (que significa A Grande Criatura).
Sepyos era um grande dragão, tão grande que sua cauda sustentava todo o continente de Moreahnon. Moreahnon vendo que Belmar criara um ser, resolveu criar algumas criaturas. Assim, criou nove seres, estes chamados de Beinak (que significa "Sem Forma" na língua dos Tianus).
Segunda parte da fala de Avaladur.
Sepyos estava se sentindo sozinho, por isso pegou uma escama que estava em seu peito e criou Achyos (que significa "O Primeiro"). Achyos era muito menor que Sepyos e também não possuía os poderes nem a sabedoria que Sepyos possuía.
Sepyos se maravilhou vendo o que ele acabara de fazer. Então fez o mesmo com a escama que cobria seu braço direito e criou Adeyos, o mestre das artes. Com a escama que cobria seu braço esquerdo criou Torchyos, o corajoso. Achyos foi voando até uma região onde surgia uma colina e resolveu habitar naquele lugar. Achyos percebeu que crescia uma grande quantidade de árvores ao longo da linha do horizonte, e aquela foi se tornando "A Grande Floresta".
Depois de Sepyos ter criado esses 3 dragões, com engenho e arte criou mais 4 dragões. Estes são: Lilyos, o protetor, feito a partir das escamas dos ombros de Sepyos, em seguida Cleasyos, o vitorioso, das escamas de suas costas, Danyos, o servo, das escamas de seus joelhos, Nisyos, aquele que vê, das escamas que cobria sua fronte, e finalmente Avaladur, o menor, das escamas que cobriam sua calda.
O continente de Moreahnon florescia a medida que o tempo passava. Grandes lagos Belmar fazia surgir nos extremos do continente, e rios, que alimentavam esses lagos, brotavam das grandes montanhas e de torrentes contínuas que se moviam para os grandes picos. O vento frio soprava do extremo norte, e se aquecia ao se afastar das montanhas do norte, estes ventos carregam grandes massas de umidade e delas saem, constantemente, energias que encontram o solo e o transforma em cristais brilhantes. No centro do mundo surge uma floresta e Moreahnon deposita em seu interior formas variadas de vida, estas migram para as demais partes do mundo, e assim se adaptam aos novos ambientes onde se instalam, se multiplicam e se transformam.
A partir da união do Tianu e a Beinak, surgiu um casal de gêmeos, estes herdaram características dos pais. Porém, a Beinak não sobreviveu após o parto. O Tianu cuidou dos filhos, ensinando-os a língua falada pelos Tianus e a organização tribal, típica dos Tianus.
Esses pequenos seres, produto da união de duas raças distintas, vieram para ligar o poder de Belmar (pelo sangue dos dragões) ao de Moreahnon (pela sabedoria e sacrifício dos Beinaks).
Já se haviam passados mais de quatro décadas após a Beinak ter morrido, o pequeno casal se tornou grande e inteligente e teve dez filhos, curiosamente, quatro mulheres e seis homens. Formaram quatro tribos, pois cada uma dessas mulheres tomou para si um homem. Essas tribos deram passos cada vez mais longes e se afastaram.
Eis os passos de cada tribo: Uma dessas tribos foi chamada de Caçadores do Gelo, pois habitou as montanhas do Norte, que são gélidas e mesmo assim grandes rios vêm de lá. Em épocas de calor um grande lago aparece repleto de peixes, dando origem às corredeiras ao sul que formam rios nas florestas. Outra tribo habitou uma região próxima ao mar e fundaram uma cidade, na qual foi desenvolvida técnicas de navegação. Tempos posteriores descobriram grandes recursos e fontes de águas em uma grande ilha que se localizava próxima à cidade. Ao redor dessa grande ilha havia ilhas menores que foram sendo exploradas. Na ilha maior foi construída uma cidade que recebia um grande fluxo de pessoas da cidade fundada próxima à praia. Os homens dessa região eram chamados de Navegadores do Sul, pois a região foi conhecida como Ilhas do Sul. Estes mais tarde ensinariam as suas técnicas de navegação aos homens da cidade de Tantar, porém a história de Tantar será descrita com mais detalhes. A terceira tribo habitou a Floresta Joalete, uma floresta muito hostil. Rapidamente dominaram as técnicas de arcos e fundas, todavia, com a frequência de ataques por parte das criaturas da floresta, a tribo não cresceu tanto. Viviam na floresta de forma singular, aliás, não só a vida em sociedade era diferente das demais tribos, mas também o estilo de caça e batalha. Os homens que viveram em outras florestas apresentavam diferenciadas formas
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